Skip to content

Financial news + insight

Articles in G1 Economia

MARKETS

Trump assina ordem que dá ao governo acesso antecipado a modelos de inteligência artificial
MarketsJune 3, 2026

Trump assina ordem que dá ao governo acesso antecipado a modelos de inteligência artificial

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na última terça-feira (2) um decreto sobre inteligência artificial (IA), que prevê a possibilidade de o governo supervisionar os modelos mais avançados em nome da segurança digital. O texto restabelece regras para a IA nos Estados Unidos e representa uma mudança de rumo no governo Trump, que até então reunia setores contrários a qualquer tipo de regulação em nome da competitividade com a China. No início deste ano, o cenário mudou quando o Mythos, da Anthropic, gerou preocupação ao demonstrar capacidade de expor falhas em sistemas digitais, incluindo os de bancos, governos e hospitais. A empresa optou por não lançar o modelo ao público. As novas regras foram acordadas com empresas líderes em IA nos Estados Unidos, como Google, OpenAI e Anthropic, para que elas submetam, de forma voluntária, seus modelos a uma avaliação do governo antes do lançamento. O texto esclarece que a medida não deve estabelecer um controle prévio obrigatório do governo sobre os novos modelos. A abordagem voluntária adotada por Trump é semelhante à de seu antecessor, Joe Biden. O decreto de 2023 previa que as empresas compartilhassem os resultados de testes de segurança. Trump revogou essa medida ao voltar à Casa Branca, por considerá-la restritiva demais. De acordo com a nova medida, o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional e a agência CISA devem criar um centro de coordenação para a segurança digital em IA. O grupo vai atuar em conjunto com o setor privado e operadores de infraestruturas críticas para identificar falhas em sistemas e priorizar correções. O responsável por assuntos públicos do Google, Kent Walker, definiu a medida como um “passo importante”, que "oferece aos defensores do ciberespaço mais ferramentas para deter atores maliciosos". Vantagem sobre a China Uma versão anterior do decreto estava prevista para ser assinada em 25 de maio, mas Trump a cancelou poucas horas antes, afirmando que não concordava com “alguns aspectos” e que não queria “comprometer” a vantagem dos Estados Unidos em relação à China. Analistas apontaram David Sacks, ex-assessor da Casa Branca para temas de IA, como uma voz influente que teria ligado para o presidente para convencê-lo a mudar de decisão. O episódio revelou tensões dentro do governo entre defensores da regulação e o grupo contrário a qualquer tipo de controle. O texto aprovado é quase idêntico à versão anterior. No entanto, o prazo para o exame voluntário dos novos modelos foi reduzido de 90 para 30 dias. “Na corrida pela IA, cada dia conta”, afirmou Sacks ao comentar a mudança.

G1 Economia2 min read
Volvo acaba com recarga gratuita em eletropostos e passa a cobrar de clientes da marca
MarketsJune 3, 2026

Volvo acaba com recarga gratuita em eletropostos e passa a cobrar de clientes da marca

Carros elétricos carregamento carregador carregando carro elétrico natal rn Rio Grande do Norte Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi A Volvo anunciou que a recarga em seus eletropostos passará a ser cobrada de todos os usuários, inclusive dos proprietários de veículos da própria marca. A mudança entra em vigor no dia 15 de junho deste ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo comunicado enviado aos clientes, os valores da recarga nos eletropostos instalados e operados pela Volvo seguirão as regras abaixo: Recarga rápida (DC): R$ 2,90 por kWh; Recarga lenta (AC): R$ 2,00 por kWh. Caso o motorista não retire o veículo, impedindo o uso do carregador por outro usuário, será aplicada uma cobrança de R$ 5 por minuto. Essa regra vale apenas para carregadores rápidos e somente para os que estão instalados em rodovias. Agora no g1 A recarga rápida permite que o veículo recupere a maior parte da energia mais rapidamente. Como exemplo, o Dolphin Mini leva cerca de 30 minutos para ir de 30% a 80% de carga, enquanto o Volvo EX30 precisa do mesmo tempo para passar de 10% a 80% da bateria. Já a recarga lenta pode passar de sete horas, chegando até 12,5 horas para o caso do Volvo EX30 e cerca de seis horas para o Dolphin Mini. Com a mudança nos valores, proprietários de veículos de outras marcas passam a pagar menos. Atualmente, a tarifa é de R$ 4,00 por kWh, independentemente do tipo de carregador, mas esse valor não é cobrado dos veículos da Volvo. A partir de 15 de junho, motoristas de veículos de outras marcas passarão a pagar 27,5% menos pela recarga. Já os proprietários de Volvo deixarão de ter gratuidade e passarão a pagar pelo serviço. A principal vantagem para os veículos da Volvo deixa de ser a recarga gratuita e passa a ser a conveniência. Os motoristas poderão agendar um carregador com até 24 horas de antecedência e reservar o plugue até 20 minutos antes do horário desejado, além de contar com uma tecnologia que reconhece o veículo assim que ele é conectado ao carregador. Com isso, a cobrança e a identificação do veículo acontecem automaticamente, sem a necessidade de usar um aplicativo específico. Quanto custará a recarga completa em um carro? O valor da recarga varia conforme a capacidade da bateria de cada veículo. Pela regra anterior, o proprietário do carro elétrico mais vendido do Brasil, o Dolphin Mini, precisa de R$ 152 para carregar os 38 kWh da bateria. Com a nova regra, esse custo cai para R$ 110,20. Já o Volvo EX30 do exemplo anterior, que tem 69 kWh de bateria, passa a pagar R$ 200,1 pela recarga que antes seria gratuita. Atualmente, o Brasil conta com 21.061 carregadores públicos instalados, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Desse total, 6.479 são carregadores rápidos e 14.582 são lentos. A Volvo não informa quantos carregadores lentos possui, mas afirma que são “mais de mil”. Já no caso dos carregadores rápidos, a marca tem 76 unidades, o que representa 1,1% de toda a base instalada no Brasil.

G1 Economia2 min read
Desenrola 2.0 renegociou R$ 20 bilhões em dívidas de famílias, diz governo
MarketsJune 3, 2026

Desenrola 2.0 renegociou R$ 20 bilhões em dívidas de famílias, diz governo

O "Desenrola 2.0", programa lançado no começo de maio que é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários-mínimos, renegociou R$ 20 bilhões, informou nesta quarta-feira (3) a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. De acordo com balanço divulgado durante reunião ministerial, foram feitas 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida. 🔎Com isso, a dívida recuou de R$ 20 bilhões para R$ 2,7 bilhões. No Desenrola das famílias, são feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Agora no g1 A dívida renegociada terá: descontos entre 30% e 90%; taxa de juros máxima de 1,99% ao mês; até 48 meses de prazo; prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela; limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira; Também é permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas. No Desenrola do Fies, por sua vez, voltado a estudantes, foram feitas 82 mil renegociações, e no Desenrola das empresas, outros R$ 11 bilhões foram renegociados em 85 mil operações. Desenrola Brasil Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda RELEMBRE: Desenrola 2.0: governo vai usar dinheiro esquecido em bancos para garantir renegociação de dívidas Próxima entrega O governo também prepara uma nova modalidade dentro do programa, que é voltado para pessoas que estão com as contas em dia, mas têm dificuldade de pagar as contas. “Temos a próxima entrega, que é o Desenrola Adimplentes. Vamos ajudar quem paga em dia, mas sua muito para isso, para entrar com essa proposta para ajudar quem paga em dia”, acrescentou a ministra da Casa Civil.

G1 Economia1 min read
Entenda os principais pontos da reforma trabalhista que provoca greve geral em Portugal
MarketsJune 3, 2026

Entenda os principais pontos da reforma trabalhista que provoca greve geral em Portugal

Greve geral contra reforma trabalhista paralisa serviços públicos em Portugal Uma greve geral em Portugal interrompeu serviços de transporte, fechou escolas e afetou hospitais nesta quarta-feira (3), em protesto contra uma ampla reforma trabalhista proposta pelo governo de centro-direita do primeiro-ministro Luís Montenegro. A paralisação, convocada pela principal central sindical do país, a CGTP, é a segunda greve geral em seis meses e ocorre enquanto o governo tenta aprovar o pacote "Trabalho XXI", uma reforma que prevê mais de 50 alterações no Código do Trabalho português. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Segundo o governo, as mudanças buscam modernizar a legislação trabalhista, aumentar a produtividade e melhorar a competitividade da economia portuguesa. Já os sindicatos afirmam que a proposta reduz direitos dos trabalhadores, amplia a precarização do emprego e facilita demissões. Confira o que está em jogo e as principais mudanças prevista na lei trabalhista de Portugal. Contratos temporários mais longos Uma das principais mudanças propostas é a ampliação da duração máxima dos contratos de trabalho temporários. Contrato a termo certo: tem uma data de término definida desde o início. Atualmente, ele pode durar no máximo dois anos. Pela reforma, o limite passaria para três anos. Contrato a termo incerto: são os contratos de trabalho com prazo indeterminado, como na substituição de um funcionário afastado ou em projetos com duração indefinida. Hoje, esse contrato pode durar até quatro anos. A proposta amplia o prazo para cinco anos. Para os sindicatos, a medida aumenta a insegurança dos trabalhadores, especialmente dos jovens, ao prolongar períodos de contratação sem vínculo permanente. Flexibilização da terceirização A reforma também elimina as restrições atuais ao uso de terceirização (outsourcing) após demissões coletivas ou extinção de postos de trabalho. 👷Hoje, empresas portuguesas que realizam demissões desse tipo ficam impedidas de contratar serviços terceirizados para as mesmas funções durante um período determinado. A proposta revoga essa limitação. Segundo o governo, a mudança aumenta a flexibilidade das empresas. Já as centrais sindicais afirmam que a medida facilita a substituição de trabalhadores próprios por mão de obra terceirizada mais barata. Retorno do banco de horas individual Outro ponto que gerou forte reação dos sindicatos é a reintrodução do banco de horas individual, extinto em 2019. 🕐 Pela proposta, o trabalhador poderá realizar até duas horas extras por dia, elevando a jornada semanal para até 50 horas. O limite anual será de 150 horas adicionais, com compensação por meio de folgas posteriores. A reforma também muda as regras do banco de horas coletivo, mecanismo que permite às empresas compensar horas extras com folgas futuras. Atualmente, a adoção desse regime para um grupo de trabalhadores depende da aprovação em um referendo realizado entre os funcionários afetados. Com a nova proposta, essa consulta deixaria de ser necessária: se pelo menos 75% dos trabalhadores concordarem com o acordo, a empresa poderá aplicar o banco de horas a todo o grupo, inclusive aos que votaram contra ou não participaram da decisão. Os sindicatos argumentam que a mudança reduz o poder de decisão individual dos trabalhadores sobre a própria jornada de trabalho. Regras para demissões A proposta também altera as regras para casos em que a Justiça portuguesa considera uma demissão ilegal. Hoje, em Portugal, quando um tribunal conclui que um trabalhador foi dispensado de forma irregular, a regra geral é que ele tenha o direito de voltar ao emprego. Apenas microempresas podem substituir essa reintegração pelo pagamento de uma indenização. Com a reforma, empresas de qualquer porte poderão optar por indenizar o trabalhador em vez de readmiti-lo, mesmo após uma decisão judicial favorável ao funcionário. Segundo o governo, a mudança dá mais flexibilidade às empresas e reduz conflitos nas relações de trabalho. Como compensação, aumenta o valor mínimo das indenizações pagas nesses casos. 🔎 O pacote também simplifica os procedimentos disciplinares e de demissão para pequenas e médias empresas, reduzindo exigências burocráticas e etapas formais nos processos de desligamento de funcionários. Críticos da reforma afirmam que as mudanças enfraquecem a proteção contra demissões injustificadas, enquanto o governo argumenta que elas tornam o mercado de trabalho mais ágil e competitivo. Trabalho remoto e novas formas de trabalho O projeto do governo português também flexibiliza as regras do trabalho remoto (ou teletrabalho), permitindo maior adoção de modelos híbridos e reduzindo algumas exigências administrativas. Entre as principais propostas estão: A reforma também flexibiliza as regras do teletrabalho, que passa a ser denominado oficialmente de "trabalho remoto". Nos casos de regime híbrido, o contrato deverá especificar a proporção entre os dias de trabalho à distância e os presenciais. O trabalhador também poderá alterar temporariamente o local de onde exerce suas atividades apenas mediante comunicação ao empregador. A mudança passará a valer automaticamente caso a empresa não apresente objeção por escrito, substituindo a regra atual, que exige acordo entre as duas partes. Além disso, a proposta elimina a obrigatoriedade de exames médicos específicos antes da adoção do trabalho remoto. Segundo o governo, o objetivo é adaptar a legislação às novas formas de trabalho surgidas após a digitalização da economia e a expansão do home office. 📴 A proposta ainda prevê reforço do chamado "direito à desconexão", princípio que busca proteger os trabalhadores de contatos profissionais fora do horário de expediente. Inteligência artificial no ambiente de trabalho Uma das novidades da reforma trabalhista portuguesa é a inclusão de regras específicas para o uso de inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho. O governo afirma que a medida busca adaptar a legislação aos desafios da chamada Economia 4.0 e ampliar a adoção de novas tecnologias pelas empresas. Segundo o Executivo, Portugal ainda apresenta um nível de utilização de inteligência artificial inferior à média da União Europeia, o que justificaria a modernização das regras trabalhistas. A principal mudança prevista é a exigência de supervisão humana obrigatória em decisões tomadas com o auxílio de algoritmos ou sistemas de IA. 🤖 Pela proposta, empresas não poderão depender exclusivamente de ferramentas automatizadas para definir questões relacionadas à gestão de pessoal. A exigência vale especialmente para processos considerados sensíveis, como recrutamento e seleção de candidatos, avaliações de desempenho e demissões. Nesses casos, deverá haver sempre um responsável humano acompanhando e validando as decisões. A reforma também introduz mecanismos de regulação algorítmica, com o objetivo de aumentar a transparência sobre o uso de sistemas automatizados na gestão do trabalho e evitar que decisões importantes sejam tomadas sem supervisão ou critérios claros. Segundo o governo português, as mudanças buscam conciliar a adoção de novas tecnologias com a proteção dos direitos dos trabalhadores em um mercado de trabalho cada vez mais digitalizado. Licença parental e benefícios Entre as medidas estão o pagamento de 100% da licença parental compartilhada nos primeiros seis meses, a ampliação da licença obrigatória dos pais de 14 para 30 dias e a criação de licenças específicas em casos de interrupção da gravidez. Licença parental mais ampla: a reforma prevê que os pais que dividirem a licença para cuidar do bebê recebam 100% do salário durante os primeiros seis meses de afastamento. Além disso, a licença obrigatória dos pais após o nascimento do filho passará de 14 para 30 dias. Licença em caso de interrupção da gravidez: a proposta cria um período específico de afastamento do trabalho para mulheres que sofrerem interrupção da gravidez, garantindo proteção laboral durante esse momento. Pagamento parcelado dos benefícios: em Portugal, os trabalhadores recebem normalmente um subsídio de férias e um subsídio de Natal, equivalentes a pagamentos extras ao longo do ano. Pela reforma, o funcionário poderá escolher receber esses valores parcelados mensalmente, junto com o salário, em vez de receber quantias maiores em datas específicas. Dois dias extras ligados às férias: os trabalhadores poderão solicitar até dois dias adicionais de descanso por ano, associados ao período de férias. Esses dias podem ser usados para prolongar ou antecipar as férias. O que falta para a reforma entrar em vigor Entrada do metrô fechada em Lisboa, Portugal REUTERS/Pedro Nunes Após nove meses de negociações sem consenso com sindicatos e entidades patronais, o governo aprovou o pacote de reformas em maio e o enviou à Assembleia da República. O projeto ainda precisa ser analisado e votado pelos deputados para entrar em vigor. Montenegro espera obter a aprovação do Parlamento nas próximas semanas, contando com o apoio do partido de direita Chega. A greve geral em Portugal é a segunda mobilização nacional contra a reforma trabalhista em menos de seis meses. A primeira ocorreu em dezembro de 2025 e marcou a primeira greve geral em Portugal desde os protestos contra as medidas de austeridade registrados em 2013. No entanto, o primeiro-ministro Luís Montenegro defende a reforma e afirma que as mudanças são necessárias para aumentar a produtividade e a competitividade da economia portuguesa. Segundo ele, o país possui uma das legislações trabalhistas mais rígidas entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que limita a capacidade das empresas de se adaptar às mudanças do mercado. A greve geral, iniciada nesta quarta-feira (3), provocou impactos em diversos setores de Portugal. Houve cancelamentos e atrasos de voos, interrupções no transporte ferroviário e no transporte público urbano, fechamento de escolas e redução do atendimento em hospitais e repartições públicas. Companhias aéreas que operam rotas entre Brasil e Portugal, como TAP, Azul e Latam, também registraram alterações em suas operações devido à paralisação. (veja mais sobre os impactos) *Com informações das RFI e agências internacionais

G1 Economia7 min read
Nestlé compra yfood Labs, marca de refeições prontas para beber
MarketsJune 3, 2026

Nestlé compra yfood Labs, marca de refeições prontas para beber

Nestlé Reuters A Nestlé vai comprar a marca de alimentos inteligentes yfood Labs, informou a empresa em comunicado divulgado nesta quarta-feira (3). Essa será a primeira aquisição da companhia sob a liderança do novo CEO, Philipp Navratil, que assumiu o cargo em setembro. A yfood Labs é uma empresa sediada em Munique e que oferece refeições prontas para beber e barras alimentares. Segundo a empresa, seus produtos possuem um "perfil nutricional completo" e foram feitos para suprir uma dieta balanceada. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Nestlé já havia adquirido uma participação de 49% na yfood em 2023. A expectativa é que as ações restantes detidas pelos pelos fundadores da marca de alimentos inteligentes sejam transferidas para a Nestlé a partir de 3 de julho de 2026. Os termos financeiros da transação não serão divulgados. Agora no g1 Na Europa, as vendas da yfood totalizaram aproximadamente 150 milhões de euros (R$ 875,9 milhões) em 2025, representando um crescimento de dois dígitos em relação ao ano anterior. Mudanças na estratégia Desde quando assumiu o cargo na Nestlé, Navratil tem anunciado diversas mudanças na estratégia da companhia. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a companhia informou que estava deixando o negócio de sorvetes para concentrar suas operações nos segmentos de Café, Nutrição e Cuidados com Animais de Estimação. Juntas, essas categorias respondem por mais de 70% das vendas da empresa. A medida veio como uma tentativa de melhorar o desempenho da companhia, que registrou um lucro líquido de US$ 9 bilhões (R$ 45,1 bilhões) em 2025 — queda de 17% em relação ao ano anterior (US$ 10,9 bilhões, ou R$ 54,7 bilhões).

G1 Economia1 min read
Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa
MarketsJune 3, 2026

Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa

Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Uma nova investigação comercial dos Estados Unidos concluiu, nesta terça-feira (2), que 60 países falharam em combater e fiscalizar o uso de trabalho forçado na produção de mercadorias. No caso do Brasil, o relatório aponta problemas na cadeia da pecuária e propõe tarifas de 12,5% sobre produtos do país. Junto com a sugestão de taxa, foi divulgada uma lista de produtos isentos que inclui a carne bovina brasileira. Também ficaram de fora da medida itens como aviões, suco de laranja, café, petróleo, terras raras e metais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A investigação também inclui a China, principal compradora da carne brasileira. (saiba mais abaixo) Procurada pelo g1, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que as carnes estão isentas da tarifa proposta e, por isso, não comentará o assunto. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) não havia respondido até a última atualização desta reportagem. Os Estados Unidos são o segundo principal destino no exterior da carne brasileira, atrás apenas da China. Além disso, grandes frigoríficos nacionais, como JBS e Marfrig — controladora da National Beef —, têm forte presença no mercado americano. A JBS é a maior produtora de carne dos EUA, enquanto a National Beef ocupa a quarta posição. As duas empresas, ao lado das americanas Cargill e Tyson Foods, são alvo de uma investigação que apura suspeitas de concentração de mercado e de aumento dos preços da carne no país. O que dizem os EUA sobre a pecuária brasileira O documento que embasa a proposta da nova tarifa dedica um capítulo à pecuária brasileira e à relação do setor com casos de trabalho forçado. Segundo o relatório, esse seria um dos fatores que contribuíram para a queda das exportações de carne bovina congelada dos EUA para a China nos últimos anos. "Caso existisse uma proibição efetiva à importação de produtos ligados ao trabalho forçado, os Estados Unidos provavelmente teriam registrado maiores vendas, receitas e exportações de carne bovina para a China", afirma o documento. O capítulo afirma que é "amplamente documentado" o uso de trabalho forçado na produção de gado no Brasil. Como evidências, o texto cita pesquisas independentes e a TVPRA List, lista do governo americano que identifica produtos associados ao trabalho infantil ou forçado. "A lista TVPRA afirma que há razões para acreditar que existe trabalho forçado na produção de gado no Brasil. Pesquisas independentes sugerem que pecuaristas brasileiros constam na chamada 'lista suja'", diz o relatório. Apesar disso, os EUA reconhecem que há dificuldades para rastrear casos de trabalho forçado no setor devido à chamada "lavagem de gado". A prática ocorre quando animais criados em fazendas com irregularidades ambientais ou trabalhistas são posteriormente vendidos para propriedades que cumprem a legislação. O documento também apresenta dados sobre as exportações de carne do Brasil e dos EUA para sustentar a avaliação de que o setor americano tem perdido espaço para o brasileiro. "Entre 2015 e 2025, o volume das exportações brasileiras de carne bovina congelada para as economias investigadas praticamente dobrou, enquanto as exportações americanas cresceram 21% em volume no mesmo período." "A participação do Brasil nas importações chinesas de carne bovina congelada também cresceu de forma significativa, passando de 38% em 2021 para 53% em 2025. Já a participação dos Estados Unidos caiu de 6% para 2% no mesmo período", acrescenta o documento. O relatório também aponta uma diferença de preços. Segundo o governo americano, em 2025 o valor médio das importações chinesas de carne bovina brasileira foi de US$ 2,40 por unidade, 41% inferior ao registrado para a carne americana, de US$ 4,20. Para o governo americano, a ocorrência de trabalho forçado na pecuária brasileira é um indício de que parte da carne bovina congelada exportada pelo Brasil para a China pode ter sido produzida, total ou parcialmente, com esse tipo de mão de obra. "A falha da China em impor e aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de carne bovina produzida com trabalho forçado do Brasil conferiu uma vantagem de custo à carne brasileira e distorceu a concorrência", afirma o documento. Apesar dessas críticas, o documento inclui diversos tipos de carne congelada na lista de produtos isentos da nova tarifa, caso ela entre em vigor. O Brasil é hoje o principal fornecedor desse produto para a indústria americana. Para Claudio Frischtak, presidente da consultoria Inter.B, a nova tarifa tem como objetivo restringir a exportação de roupas e acessórios têxteis, que afetam estados importantes para as eleições dos EUA. "No fundo, é uma lógica eleitoral que está guiando boa parte dessas medidas que estão sendo anunciadas e serão implementadas", declarou em entrevista à GloboNews. Tarifa dos EUA sobre tilápia brasileira pode baratear o peixe no Brasil? Entenda Ofensiva contra a carne A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que o controle estrangeiro de grandes processadoras de carne representa uma ameaça ao país. "Uma empresa de propriedade brasileira detém cerca de um quarto do mercado e possui um histórico documentado de corrupção internacional e atividade ilícita", disse a secretária, sem identificar a empresa mencionada. Ela também associou a empresa a denúncias de corrupção, formação de cartel e trabalho escravo. "O que já é ruim o suficiente por si só, mas também é em detrimento dos grandes pecuaristas independentes e consumidores da América", declarou. Em abril deste ano, o governo federal atualizou, a chamada “lista suja”, que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. A criação de bovinos para corte apareceu em segundo lugar entre os setores com mais empresas incluídas na relação, com 18 empregadores. No dia 29, o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Pará pediu a condenação da JBS ao pagamento de, no mínimo, R$ 118 milhões por supostos casos de trabalho análogo à escravidão na cadeia produtiva da pecuária. Na ocasião, a empresa afirmou que "não foi notificada sobre as ações mencionadas". Além de Rollins, o conselheiro do presidente Trump, Peter Navarro, afirmou que o lobby da carne, representado por brasileiros, teria "ameaçado silenciosamente a Casa Branca" em resposta ao tarifaço. Segundo ele, isso teria contribuído para o desvio de carne produzida nos EUA para a China. Nova taxação As medidas anunciadas são resultado de uma investigação dos EUA, que concluiu que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A decisão do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após uma investigação iniciada em março deste ano. Esse é o mesmo texto utilizado para fundamentar a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Segundo o Itamaraty, a expectativa é que as tarifas, se adotadas, serão acumulativas. Segundo o relatório, a prática desses países é "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação: 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador. 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros. Em relação ao Brasil, a investigação concluiu que o país falhou em impor e fiscalizar uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado. De acordo com o relatório, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o país ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições em seu mercado interno. Portanto, a conduta do Brasil foi classificada como irracional e prejudicial ao comércio norte-americano. Carne bovina Cindie Hansen/Unplash

G1 Economia6 min read
CBS News demite Scott Pelley, correspondente do '60 Minutes', por justa causa
MarketsJune 3, 2026

CBS News demite Scott Pelley, correspondente do '60 Minutes', por justa causa

Scott Pelley, então jornalista do programa '60 minutes' da CBS News, foi demitido por justa causa. Charles Sykes/AP Photo A CBS News demitiu na terça-feira (2) jornalista correspondente do programa “60 Minutes”, Scott Pelley, em meio a desentendimentos sobre o futuro da atração e a uma série de mudanças recentes na emissora. A saída de Pelley foi confirmada à Reuters por fontes da CBS por um e-mail enviado pelo produtor-executivo do programa, Nick Bilton, no qual ele afirma que a relação profissional foi encerrada “por justa causa, com efeito imediato”. Segundo Bilton, a resistência do jornalista às mudanças propostas foi determinante para a decisão. “Sua antipatia pelo futuro da série ficou bem clara. E eu a ouvi”, escreveu. Em outro trecho, Bilton acusou Pelley de ter dominado uma reunião de equipe para desacreditá-lo e questionar sua capacidade e intenções, em um episódio marcado, segundo ele, por “falta de civilidade e desprezo”. Agora no g1 Pelley, de 68 anos e integrante da CBS News desde 1989, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters. Segundo veículos de imprensa americanos, no entanto, Pelley teria divulgado um comunicado em que afirmara que o novo proprietário da CBS está descartando a "lenda" do icônico programa de notícias "aparentemente para ganhar a simpatia do governo Trump". "No mês passado, o 60 Minutes perdeu sua essência quando toda a nossa diretoria e dois de nossos melhores correspondentes foram cruelmente demitidos sem justa causa", escreveu Pelley em um comunicado citado por veículos de imprensa americanos. Em declarações recentes reproduzidas pela imprensa americana, o jornalista já havia criticado a nova direção da emissora e afirmado que o icônico “60 Minutes” está sendo desfigurado. Segundo o jornalista, mudanças recentes — incluindo demissões de executivos e correspondentes — teriam feito o programa “perder sua essência”. Em uma reunião interna, Pelley também teria acusado a editora-chefe da CBS News, Bari Weiss, de “matar” o programa. Pelley se junta a mais de meia dúzia de pessoas que deixaram o programa jornalístico de domingo, de horário nobre nos EUA, nas últimas semanas. A CBS demitiu a produtora-executiva Tanya Simon e as correspondentes Sharyn Alfonsi e Cecilia Vega. Em comunicado interno, Bilton reconheceu “uma grande quantidade de mudanças em um período muito curto” no programa. A Skydance Media é liderada por David Ellison, filho do cofundador da Oracle, Larry Ellison, e antigo apoiador do presidente americano Donald Trump. Segundo a empresa, a nova orientação busca refletir “diversas perspectivas ideológicas” do público dos Estados Unidos. Antes da fusão, a Paramount também chegou a pagar US$ 16 milhões (R$ 80,3 milhões) para encerrar um processo movido por Trump em 2024, relacionado a uma entrevista do “60 Minutes” com a então vice-presidente Kamala Harris, que, segundo ele, teria distorcido sua imagem durante a disputa eleitoral. O ambiente político também tem influenciado a relação entre a imprensa e o governo. Desde que voltou à Casa Branca, Trump intensificou críticas a veículos de comunicação, que frequentemente classifica como propagadores de “notícias falsas”. A CBS, tradicional emissora da televisão aberta americana, já teve em seu quadro nomes históricos do jornalismo, como Walter Cronkite e Edward R. Murrow. O “60 Minutes”, exibido aos domingos, é o programa de horário nobre mais antigo em funcionamento nos Estados Unidos. *Com informações das agências de notícias Reuters e AFP.

G1 Economia2 min read